Alguns comportamentos da criança com relação à alimentação como aceitar apenas determinados alimentos; rejeitar frutas, legumes e verduras; recusar a comida; demorar para comer; falta de autonomia; birra; rigidez e inflexibilidade; não sentar para comer… podem tornar o momento da refeição bem desafiador, causando irritabilidade e estresse.
Contudo, é importante que os pais tentem manter o autocontrole e a calma diante da situação para que a criança também se mantenha tranquila.
Existe um mecanismo chamado de corregulação: alguns animais espelham as reações de perigo que enxergam no corpo do outro. O cérebro identifica essas reações, interpreta a informação como se fosse sua e imediatamente ativa os sinais de alerta e o corpo entra em estado de sobrevivência (luta e fuga). Essa corregulação também acontece com a gente e com a criança. A criança se corregula com quem ela convive.
Quando o sistema nervoso se vê diante de uma situação ameaçadora, como a de estresse à mesa no momento da refeição, ele imediatamente dispara uma série de eventos que elevam a frequência dos batimentos cardíacos, provocando falta de ar; bloqueiam completamente nosso estado de conexão e há uma redução nos processos de salivação, apetite e digestão. Dependendo do grau de ameaça pode haver choro, gritos, náuseas, vômitos, etc.
A consequência de uma pós ingesta positiva será a aceitação dos alimentos e de uma pós ingesta negativa será a aversão aos alimentos; por isso insisto na importância de um ambiente tranquilo e acolhedor para que a criança construa uma boa relação com a alimentação.